quinta-feira, 26 de maio de 2011

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A Pedra das Ilusões
(Curta-metragem)

Cena: 01
O céu mostra estrelas. É um céu repleto delas. Todas brilham e cintilam como que em ondas. De repente essas ondas se acentuam te revelar a superfície da água que reflete a luz da lua em suas bordas. Então uma silhueta negra apaga o céu e vem flutuando sobre a água. É um corpo de uma moça (Cris). A câmera vem mostrando dos pés à cabeça em um movimento de abertura de ângulo... neste movimento a água vai mudando de cor, tornando-se multicolorida, e do esvoaçar dos cabelos é que saem todas as cores da água.
Cena: 02
Em close, é mostrado o rosto de Cris com os olhos claros e uma maquiagem forte. Cabelos negros e rosto pálido. A paleta de cores deve lembrar as cores da luz da lua em contraste com o negro da água da cena anterior. Ela olha fixamente para a câmera. Seus olhos revelam todo o círculo da íris azul clara. Os cabelos negros lisos molduram sua face revelando a seriedade do seu ato. Ela está eufórica, tensa, suando levemente. Sua pele cintila. A câmera abre o ângulo mostrando que ela está sentada num sofá vermelho com encosto arredondado. A sala é grande e o sofá está no meio dela, dividindo em dois ambientes. Sons de uma banda saem da televisão ligada (mostrando luz, porém nenhuma imagem) à direita na tela. O ambiente de trás está totalmente desfocado, porém é mostrado movimento de pessoas passando (umas duas), parece um apartamento. Na frente apenas a tevê e uma mesinha se mostra. Na mesinha há um cinzeiro com um cigarro aceso com a fumaça dançando em seu rosto alguns papéis rasgados e amassados uma revista aberta evidenciando um título de reportagem: “Nada é tão real e tão matéria!”

Cena: 03
Então, à medida que a câmera se distancia, e o ambiente é revelado, a feição tensa da garota vai se amenizando até se tornar dócil. Uma tevê está ligada e assume quase que toda a lateral direita da tela devido ao ângulo. E Cris está sendo drogada por meio de uma seringa por mãos que saem por de trás da tevê. Mãos anônimas de mulher.
(cue point) A câmera então num salto brusco de zoom em seus olhos muda de cena.
Cena: 04
Cris, agora, aparenta ter 14 anos e está andando perdida no meio de pessoas que passam para um lado para outro num centro comercial. Ela anda como que sem entender nada. Olha para os outros, que simplesmente passam, tentando se encontrar.
Um garoto um pouco maior que ela (Pedro) então pára em sua frente e a encara de modo sério e afetuoso. Ela diz então em meio à multidão.
- (Cris): Eu não quero mais te ver.
Sua voz é de uma tristeza doce e ecoa por entre a multidão que vem e vai. O menino então pega em seu braço e a leva meio que contra sua vontade por entra a multidão. Até que a câmera fica para trás e ela some em meio às pessoas.
Cena: 05
O garoto então vai entrando numa casa. Abre o portão, e Cris não está querendo entrar, passa por um jardim e entra na casa.
Cena: 06
Ao fechar a porta eles estão em idade atual e começam a discutir. Mas o que parecia uma casa de avós se mostra como um apartamento deles. Pequeno, com a cama a mostra, uma quitinete. Então eles começam a discutir.
- (Pedro): Sabe, qual é o problema do meu cabelo?
- (Cris): Não sei.
- (Pedro): Você fica aí à toa, te chamo e você fica brava.
- (Cris): Por que não acabo com isso agora?
- (Pedro): Porque você não consegue. A vida viciou você (flashback só de falas do pq). E realmente você não quer ir.
- (Cris): Eu quero um lugar melhor.

Cena: 07
Cris se senta numa poltrona de sofá abraçando as pernas. Atrás dela tem uma sacada de onde se vê o céu azul. Pedro está de pé. O apartamento apresenta uma decoração psicodélica e sinais de uso de drogas, não recente, na mesinha do centro.

- (Pedro): Mas por que você parece tão esquisita?
- (Cris): Pra mostrar que eu posso ser eu mesma. E assim as pessoas podem ver e tentar ser elas. (Indignando-se) Porque todos parecem tão hipnotizados e achando que estão enganando todo mundo. Mas não estão. Todos vêem as fraquezas uns dos outros.
- (Pedro decepcionado): Só eu não vejo as suas.
- (Cris indignada): Talvez porque eu tento ser eu. E aí somos realmente fortes. (triste) Mas sou fraca também.
- (Pedro): Eu não vejo.
- (Cris): Eu só mostro pras pessoas que amo.
- (Pedro): Eu te amo.
- (Cris): É triste saber que podemos fazer alguém sofrer. Por isso não me vou...
- (Pedro): Eu sei.
- (Cris sorriso sarcástico): Essa é minha fraqueza.

Cena: 08
Um tempo de silêncio.

- (Pedro): Você parece minha mãe. Ela tinha os cabelos parecidos, e esse jeito de sorrir com o canto da boca.
- (Cris ríspida): Você nem sabe de onde isso vem.
- (Pedro confuso): Eu lembro da minha mãe.
- (Cris): To falando desse seu amor.
- (Pedro bobo) Eu te amo. E não sei explicar.
- (Cris) Eu sei. Você amava sua mãe não é?! Então é reflexo disso.
- (Pedro indignado): Ah!Cala a boca. Você sempre fala que tudo é um reflexo. Que sempre uma coisa vem de outra. Nada nasce pra você! Nada existe pelo simples fato de existir.
- (Cris séria): Você sabe a verdade?
- (Pedro): Como assim?
- (Cris): A verdadeira verdade. A verdade real. Você sabe me dizer?
- (Pedro): Do que você tá falando?
- (Cris): To falando de porque você tá aqui. Porque estamos aqui. Como podemos estar falando um com o outro. A realidade. Você conhece o projeto de Deus?
- (Pedro): Acho que nem Deus conhece seus projetos. Tudo parece fora de controle.
Cena: 09
Durante a próxima fala a Cris se levanta se dirigindo à sacada. Lá ela senta no parapeito com uma das pernas para fora do prédio e a outra dentro. Pedro fica sentado observando.
- (Cris): Pois é! Como você sabe se as coisas nascem? Surgem do nada? Ninguém sabe. Por isso tantas religiões. Tanto livro de auto-ajuda. Este é o milagre verdadeiro. Esse é o grande mistério da fé.
- (Pedro): Beleza! Mas não faça isso. Desça daí! Por favor.
- (Cris gritando): Não chega perto!
- (Pedro): Tá. Beleza!
- (Cris refletindo): Agora é como se eu estivesse no controle da minha vida. Parece que nunca me sinto assim. Sabe, às vezes é como se eu não pudesse escapar disto. Aí eu me jogo no chão e não quero sair.
- (Pedro): Então faça isso.
- (Cris decidida): Agora não. Porque agora eu estou no controle da situação. Eu controlo tudo. É minha vez.
- (Pedro): Amor, desce daí.
- (Cris): Nunca será como antes.
- (Pedro se aproximando): Eu sei. Mas me deixe tentar. Eu te dei uma chance uma vez... lembra? Agora é minha vez... dê a minha chance.
Cena: 10
Cris então deixa seu corpo cair para fora do prédio e Pedro, num salto, tenta segurá-la, mas não consegue e ele cai no chão. Num corte seco a câmera mostra ,num médium close, Cris deitada numa banheira acordando assustada com Pedro batendo na porta do banheiro.
- (Pedro): E aí, você não vai mais?
- (Cris desorientada): Ah! Ã!? Já vou...
- (Pedro): Vamo, senão vai escurecer e vai ser foda de montar a barraca depois!
Cris saindo as pressas da banheira e se enxugando.
-(Cris): Tá, tá... já to indo!!!
Então mostra ela saindo do banheiro com os cabelos molhados e a toalha enrolada no corpo. Pedro está na sala que dá de frente para o banheiro arrumando a mala. Ao sair Pedro a vê e diz:
-(Pedro): Vamo logo! Já vai dar quatro horas!!
Cris apenas abaixa a cabeça e vai para seu quarto à direita do banheiro.  De porta aberta a câmera mostra, através da porta, ela tirando a toalha e enxugando os cabelos, e logo ela sai de cena para se arrumar. Corta então pra eles na saída de casa. Pedro sai primeiro segurando a porta para Cris, que se apressa. Ele fecha a porta com a câmera dentro da casa, mas logo a abre para Cris buscar algo que esqueceu: “uns cigarros de uva”, lembrando maconha.
Cena: 11
Corta para o carro já em movimento na pista. Um som vintage rolando e eles ascendem os beck com os vidros meio fechados. É um fim de tarde, em torno das 17h30min e o por do sol amarelado está baixo no horizonte. A luz estoura em alguns momentos, evidenciando o ator principal desta cena: a fumaça. Ela se esvoaçando entre eles, eles rindo. A fumaça emoldurando o rosto de Pedro com o por do sol e Cris admirando, num momento agradável. Eles mais sérios, pensativos, olhando a paisagem, a fumaça escapando pela janela entre aberta. Então enquadrando o por do sol apenas fazer um fade out no sol que se transforma numa fogueira em fade in.
Cena: 12
Um close em uma fogueira se mistura aos gritos da última cena. Subindo a imagem os gritos vão sumindo e sorrisos e gracejos vão revelando Cris e Pedro sentados, abraçados num cobertor atrás da fogueira. É um acampamento. Eles estão fumando um beck e “viajando”...
- (Cris): Adorei ter vindo.
Pedro dá um beijo nela.
- (Cris): No que tá pensando?
- (Pedro): Nada, eu to só vendo o fogo. É que nem uma televisão né!? Não tem mais nada pra olhar.
Cris se entristece levemente.
- (Pedro): Você não tem umas piras assim?
- (Cris): Tenho.
                Silêncio. Então um bixo a pica e ela se irrita, mas tentando ser agradável ela diz.
- (Cris): To com sono. Vamos dormir?
- (Pedro): Vamo.
Eles entram na barraca, se ajeitam para dormir de conchinha e Pedro começa a beijar sua nuca, ela se vira e o beija e eles fazem amor.
(cue point): O som de grilos começa a se intensificar,até que se transformam em sirenes, e a luz da fogueira que reflete na barraca se transforma em luzes das sirenes. A câmera então enquadra o pano branco da barraca e ele se transforma num lençol pendurado num varal.
Cena: 13
De um súbito então, quando a transição de câmera já aconteceu, Pedro correndo esbarra no lençol com Cris logo atrás dele. Logo em seguida a polícia o persegue.
(Eles saíram correndo de dentro da casa de Pedro que tem o fundo para um terreno baldio, seu quintal apresenta algumas árvores de frutas, e separa o quintal do terreno baldio uma cerca de bambu. As luzes das sirenes atravessam a casa até o fundo por uma garagem aberta, onde o lençol está).
Correndo então em direção ao terreno baldio, eles escapam por entre a cerca de bambú e cruzam o terreno. A polícia os perseguem correndo e ao fundo cachorros latem. Por o policial se atrapalhar na passagem da cerca, por estar escuro, eles ganham uma certa dianteira.
- (Policial da cerca): Eles escaparam por trás!!! Rápido, eles subiram a rua.
A polícia da rua saem de carro e dando a volta no quarteirão aceleram na direção do casal. Neste momento, a câmera está focada nos dois correndo pelo meio da rua, e um certo silêncio acontece, mas, de repente a viatura dobra a esquina pela direita da tela e a tensão aumenta. Eles então dobram outra esquina para a esquerda saindo de cena.
Cena: 14
Logo ao virar a esquina Pedro entrega um embrulho que tira das costas e entrega para a Cris e a ajuda a pular um muro dizendo:
- (Pedro): Vai! Vai! Vai! Pula aí dentro. Fica quieta. Não faz barulho...
Cris pula numa casa e se apóia num canto escuro, deixando à luz apenas sua testa e seus cabelos negros. Ela respira ofegante, mas quando os sons da perseguição se intensificam ela pára de respirar.
Então tudo começa a ficar quieto, e o que era o canto de um muro de quintal se transforma no canto da sala de um apartamento. E ela com o embrulho nas mãos se levanta e vai em direção a mesinha de centro iluminada pela luz que vem da lua cheia lá fora somada às luzes da cidade.  A mesinha tem um espelho onde ela estava cheirando cocaína. Então ela senta no chão desembrulha o pacote e prepara mais duas carreiras generosas e cheira. Isso em close.
Cena: 15
Ao levantar a cabeça ela está em uma barraca outra vez, em uma festa num acampamento à beira de um lago. Sons de pessoas e música começam a surgir ambientalizando o cenário. Logo após cheirar ela sai da barraca e se junta a umas dez pessoas que dançam psicodelicamente ao redor de uma fogueira. Os que dançam tomaram chá de cogumelo, os outros estão bebendo e fumando maconha. Cris sai da barraca e logo toma uma dose de chá de cogumelo que está numa caneca perto da fogueira. Um deles diz sorrindo, mas muito alterado já:
- (Amigo): Vai de vagar Cris...
Logo ele volta a fumar um baseado e Cris toma sua dose de chá sem se importar com seu amigo. Cris tem um semblante cansado e triste e se afasta do grupo em direção ao lago.
Cena: 16
Com a festa do acampamento à suas costas, Cris anda em direção ao lago com um enquadramento de meio corpo e desfocado ao fundo. Ela pára em frente ao lago e observa a lua cheia no horizonte com um céu estrelado. O som começa a se descaracterizar, e logo em seguida o céu, e flashs começam acontecer.
[flash 1] Apenas a voz de uma cena começa:
- (Pedro): Eu nunca mais vou deixar você.
Entra a cena deles conversando sentados na beira de um lago com o sol se pondo.
- (Cris): Não diga isso.
- (Pedro): Por que?
- (Cris): Porque nunca é sempre ao contrário, e tudo o que é pra sempre, sempre acaba. É melhor aproveitar isso tudo. Olha: tudo isso é nosso!
- (Pedro sorrindo e admirando-a): É! eu sei gata.
- (Cris): Lembra da primeira vez que nos encontramos?
 [flash 1.1] Mostra-se num flash o momento que Cris e Pedro se encontraram pela primeira vez. Numa tarde nublada, cinza, Pedro está parado na entrada da faculdade apoiado na parede, Cris, ao dobrar da calçada para a entrada, uma bicicleta esbarra nela e ela derruba o material aos pés de Pedro, ele a ajuda a pegar e ela sai andando em direção à faculdade e dá uma olhadela para Pedro, este flagra e saí atrás dela puxando conversa.
Cena: 17
Volta para ela à noite na beira do lago, mas agora a lua no horizonte se parece muito com o por do sol do flash e um pássaro (como que em desenho animado) vindo de uma nuvem ao lado da lua vem voando em direção a Cris. O pássaro cresce, cresce, até se revelar uma fênix de 3 metros de envergadura de asas e a cauda comprida mantém acesa uma chama que cintila como um pedaço da lua. E a fênix dá um rasante nela, e ela cai no chão de costas, e o vê subindo para o céu. A fênix depois que está bem alto, num mergulho, se atira no lago, e Cris acompanha este movimento dele até ele mergulhar.
Ela se levanta e seu corpo meio que se desfoca nas extremidades, se diluindo no universo, quase como um fantasma. E ela começa a entrar no lago. A água cintila esverdeada ao tocar em seu corpo e ela fica com água até na cintura.
[flash 2] Então, observando a superfície da água um som de tiro a faz tremer e ela se vê no canto escuro do muro fugindo dos policiais. E ela escuta a conversa. A câmera se aproxima num zoom lento em direção aos seus olhos.
- (Policial 1): Averigua a situação.
- (Policial 2): Tá morto senhor.
- (Policial 1): Porra, precisava ter atirado?!
- (Policial 2): Ele ia escapar senhor.
- (Policial 1): Tá. Arruma uma arma pra ele e fala que ele tentou disparar.
- (Policial 2): Sim Senhor.
- (Policial 1): Maldição!
Nesta última fala a voz ecoa gravemente e a câmera focada nos olhos de Cris volta para o lago, e ela observa a superfície da água, agora com a água em seu peito.  Ela então decide nadar e mergulha e a câmera mostra ela nadando submersa na flor d’água à noite. Ao tentar regressar à superfície ela esbarra em algo como que bloqueasse sua subida. Ela se desespera e começa a soltar bolhas pela boca e nariz como que gritando.
Cena : 18
Em meio a bolhas ela começa a afundar e mais um flash acontece. A câmera mostra ela afundando em direção ao fundo escuro do lago, apenas alguns raios da lua atravessam a água.
[flash 3] Cris está deitada na sua cama e seu quarto está escuro, com a mesma paleta de cores do lago. E sua mãe sentada numa cadeira ao lado da cama diz carinhosamente:
- (Mâe): Você precisa esquecê-lo. Senão nunca vai sair daqui. Você tem que superar isso filha...
- (Cris): Mas eu o amo!
Nesta última fala um flash dela afundando no lago acontece bem rapidamente.
- (Mãe): Você tem que reagir. Não pode ser mole.
Agora um flash de Cris tomando uma injeção numa clínica de recuperação depois de um surto de abstinência. E outro flash de Pedro numa suíte escura apertando a garganta de Cris com uma mão com raiva, o banheiro está nas costas de Cris se desfocando cada vez mais enquanto Pedro a enforca. Os olhos de Cris se avermelham sufocada. E uma voz vinda do além diz:
- (Mãe): Reaja filha!!!
E Cris de cima para baixo bate no braço de Pedro se libertando e sai correndo para o banheiro também escuro no quarto. Tudo com a mesma paleta de cores do lago. Pedro está logo atrás de Cris tentando agarrá-la de novo, e ela se desequilibra no desespero e cai na banheira cheia d’água. E bolhas voltam a preencher a tela como da primeira vez. E Cris num esforço nadando para a superfície tenta se libertar das águas, e uma mão pega a sua mão desesperada.
Cena: 19
Então a câmera mostra Cris saindo do lago e atrás dela uma pessoa. Quando ela se vira para ver quem a salvou, ela se depara com ela mesma com água pelas cochas semi-seca, e Cris está com a água pelos ombros respirando ofegante. Atrás delas está a festa e a fogueira reluzente. Num movimento rápido de câmera (como que num zoom), estourando no brilho, a luz da fogueira toma conta da cena e a tela fica branca, estourando junto o som num Aahhhhaaaaaa!
Cena: 20
E uma retrospectiva em flashes acontece:
Logo após cheirar Cris sai da barraca e se junta a umas dez pessoas que dançam psicodelicamente ao redor de uma fogueira. (Cena 14)
Eles entram na barraca, se ajeitam para dormir de conchinha e Pedro começa a beijar sua nuca, ela se vira e o beija e eles fazem amor. (Cena 11)
Entra a cena deles conversando sentados na beira de um lago com o sol se pondo. (flash 1 - cena 15)
Mostra-se num flash o momento que Cris e Pedro se encontraram pela primeira vez. Numa tarde nublada, cinza, Pedro está parado na entrada da faculdade apoiado na parede, Cris, dobra da calçada para a entrada e, desta vez, a bicicleta passa reto pelo portão da faculdade e ela não derruba o material aos pés de Pedro, passando sem nem olhar para Pedro. (flash 1.1 – cena 15)
Fim.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

você é o que dança


Você é o que dança
Na chuva, no topo do mais alto edifício
Da maior cidade que se tenha conseguido chegar
Só de passagem, até daqui a pouco
Porque sei que daqui a pouco não há mais cidade, nem chuva, nem edifício muito menos
Som que se dance
Eu quero estar em todos os lugares, utopia...
E eu gosto de utopia? Gosto
Sabe por quê?
Topos /Ainda não
Mas amanhã, amanhã talvez seja certeza
E você nunca deveria deixar de dançar,
A música nunca deveria deixar de tocar/encantar, nem que eu queira, nem que eu deixe, nem que eu P-E-R-M-I-T-A
Sabe por quê? Porque a música não gostaria de parar
Muito menos a chuva, muito menos seu sorriso, seu encanto, seu dom de ser menina
Eu vejo o dedo dela que aponta para o céu, no alto da montanha gelada embaixo da chuva que
Lava  meus pés esta terra a relva e minha alma
Ei você ainda é você, não se perca nessa curva da estrada
Sabe por quê? Porque depois da curva/ da chuva há um belo e longo caminho
Não perca essa juventude, não tire de você suas asas
Não perca esse seu sorriso que me encanta, não volte a ouvir sempre a mesma canção
Nem precisa durar pra todo o sempre,
O sorriso certa vez seria eterno para você
É só o frio dessa estação no alto desse edifício, você deveria saber que ele sempre vem e quando não mais o convém, vai embora  
Gosto muito desse seu sorriso
Olhe em meus olhos e me dê um sorriso agora se puder...
Agora, vê se não vai embora tá?
Se puder...

Josiane Lourenço

domingo, 20 de setembro de 2009

Ninguém nunca vai nos entender, a não ser Deus. O resto da vida a gente vai enganando os outros. Não no sentido mal da palavra, mas essa é a verdade no final das contas.

Todos são movidos por interesse. Todos. E o melhor dos interesses é o interesse do amor. É o interesse em que todos ganham. “Eu estou interessado em te amar.” Não é uma bela frase? É o amor.

E quando me dizem que eu quero que as coisas sejam do jeito que eu quero, as pessoas não erram, essa verdadeiramente me conheceu. Mas a questão é que você vai pensar: “nossa que cara egoísta, deixa ele quebrar a cara vendo que as coisas não são como a gente quer”. Parabéns, você aprendeu a lição. A lição dos fracassados que tem que aceitar a derrota. Eu estou vivo. E isso faz diferença. É isso o que importa. E se as coisas não forem pra ser do jeito que eu quero, me mate agora. Assim eu sei me sentir vivo.

O mundo é uma bosta! Você sabe que é. Não o mundo natural. Há sempre um belo sol nascendo todos os dias, mesmo nos dias nublados. Eu digo aquele mundo que o homem criou. O mundo da ganância, da escravidão, da prostituição do tempo. É o mundo que nossos pais nos deram e nos acorrentaram. E eles metem um monte de ideologias furadas em nossas mentes pra gente mentir pra nós mesmos. Como isso de aceitar que o tudo não pode ser como a gente quer. Se você está vivo faça diferença. Faça com que as coisas sejam do seu jeito, mas usando sempre o interesse do amor, e só. Você não precisa de mais nada.

Só você sabe o que se passa na sua cabeça e no seu coração. Somos universos inteiros. Mas Deus está metade dentro e metade fora de nós. Não somos sistemas isolados, estamos sempre em interação com o tudo. Faça que tudo seja como você quer, é isso que te faz importante pra mim, é isso que me dá motivos pra te amar, é assim que você demonstra o amor.

Os outros sempre vão te julgar. Idiotas eles. Eles deviam te aceitar, e melhor, procurar fazer com que você seja mais você. Daí, o que você pode fazer, já que o mundo é uma bosta? Digo: procurar ser você o máximo que você pode, para que as pessoas te julguem pelo que você quer ser julgado. E mude o mundo. Você vive pra isso. Una o mundo. Você vive disso. E para fazer isso tudo use a ferramenta do amor para fazer o mundo ser do jeito que você quer.

Espero ter mudado algo na sua vida, é isso o que me faz viver.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Não estou lá

Eu me preocupo em não estar lá

Hoje vi você passando por trás de mim

Seus olhos me fitaram como se fosse a última vez

Quanto tempo esperei por isso

Posso sentir o gosto da liberdade

Como um presidiário prestes a sair.

 

Você não me viu aqui

Eu não estava lá

Mergulhei dentro de mim para te achar

E você também não estava lá

Como é sem fim aqui dentro

Sem razões, sem motivos nem direções

Mas há um caminho a seguir.

 

Você sumiu...

E agora parece que foi um sonho que não vai voltar

Como se eu tivesse medo de te ver

Por aí...

Mas sei que não é bem assim.

Se de repente você passasse por mim

O que será que eu iria sentir?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A dança dos cavalos alados

Cavalos alados dançam no meu peito

Fazem um buraco no coração

Você não vem, você não vem...

E eu fico assim cheio de vento.

 

E de pensar que eu não era suave o bastante

Não podia mais sentir amor

Mas será isso que eu estou sentindo?

Já que você não está aqui.

 

Macacos comem o que sobrou da minha alma

Dão risada à toa da minha cara

Porque agora não tenho mais máscaras

E tenho medo de você,

Porque acho que te amo.

A dança dos cavalos alados 2

A terra não encontra mais o céu

Meu peito é pisado por um corcel que dança

Ele voa sobre minha cabeça em tranças

Me lembrando que o amanhã é infinito

 

Corro pelos becos da rua

Me fazendo sombra a lua

Fugindo da rotina de tudo

Buscando o amor do mundo

 

Nas ruas, nas esquinas você dança comigo

Em casa, no meu quarto você mexe comigo

Cavalos alados dançam no meu peito

Pisando fundo meu coração

 

Quando você não vem, você não vem...

E eu fico assim sozinho...

Com o peito esmagado.

 

Me leve pra dar uma volta

Pra dançar sob a luz da lua

Suas asas levando embora

A falta que eu sinto agora.

quarta-feira, 11 de março de 2009

A natureza Selvagem

No fim da liberdade e da natureza

A morte te espera.

Até quando você vai fugir pra ser feliz?

Felicidade real é aquela compartilhada.

 

Se você tivesse se lançado ao rio quando tinha forças

Não morreria de fraqueza num ônibus abandonado

Não viveria de ideologias de velhos livros perdidos

E não sobraria de você apenas palavras e um retrato.

 

Não fuja para morrer sozinho.

Não fuja para orrer sozinhi

Não fuja pra orrer sozin

Não fuja pra rrer só

Não fuja pra er só

Não fuj pr er só

Não fuja só.

 

Ou só sobrará restos.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A internet me fez pensar

O orkut me fez pensar...

 

Se alguém tem acesso aos meus dados pessoais, e esse alguém existe, os diretores do próprio orkut, logo ele saberia de quem eu sou amigo, ou quem forma minha rede de amigos, de pessoas que me circundam, em parte. Mas saberia das minhas ações, saberia quem eu procurei, o que eu fiz no orkut. Daí, se expandirmos isso a emails e sites que visitamos, pois, existe um numero de id no computador que é visto, e porque não usar a palavra “monitorado”. Logo, então, minha vida está exposta totalmente, está sob o controle, por não estar excedendo nenhum interesse, por estar de acordo.

Daí viajo mais longe, e se a tecnologia atual não for muito superior do que a que temos acesso, por exemplo, ondas, freqüências de ondas controlando líquidos por exemplo, causando alguma mudança neles. Somos bombardeados por ondas de todos os tipos o dia todo, e como isso não nos afeta!? De alguma forma estamos afetados, daí a enorme incidência de câncer por aí... paranóia? Acho que não. É só pensar um pouco. Por que não?

E se tudo não for parte de um plano para manter tudo sob controle? Porque não podemos levar a vida que queremos, a não ser dentro do sistema? Já parou pra pensar que tudo foi feito sob um plano? Você sabia que esse lance de fazer as coisas para quebrarem logo faz parte do plano? Antigamente as coisas eram feitas para durar, hoje em dia são feitas para se comprar mais e mais. Quando as maquinas surgiram na revolução industrial todos pensaram que teriam mais tempo livre, trabalhariam menos. Porém, o que aconteceu foi o contrário, as máquinas ditavam a jornada de trabalho, até as revoluções trabalhistas. Adivinha o que aconteceu quando o computador surgiu? E o que fazemos hj? Aliás, sabia que o computador era uma arma de guerra? Servia para processar informações e espionagem... Pense. Não estou tentando te convencer, e sim a te fazer pensar.

Vi uns vídeos no youtube:

 

1°se chama zeitgeist http://video.google.com/videoplay?docid=-2282183016528882906&ei=TyaxSaPgBpTWqAKD3aSeBA&q=zeitgeist+portugues
2° zeitgeist 2 -addendum http://video.google.com/videoplay?docid=-2996112039116116532&ei=qyaxSfDjBYGyqAKJ0aWYBA&q=zeitgeist+portugues+addendum

3° end game ( tera q ver parte por parte )

http://www.youtube.com/watch?v=NBpgqYWm0cI&feature=PlayList&p=05E00187058D961B&index=0&playnext=1

 

Paranóia? Ou não?

A bíblia já dizia...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Libertino

Você não gosta de mim.
Você não vai gostar de mim.
Ninguém gosta mais de nada!
É tudo baseado em interesses
E ninguém se interessa!
O que você está fazendo aqui?
Veio achar bunitinho alguns poeminhas?!
Vai embora!!
Pare de ler agora!
Não me interessa o que você vai achar
Será tudo uma ilusão que logo vai passar
A noite você vai deitar e o que eu fui?
Nada!!
Apenas algumas letras rabiscadas
Sem efeitos, só defeitos
Pois o maior defeito é falar
Falar é tropeçar no prórprio defeito e continuar andando
Camableante.
Pare de ler!!!
Isso não é importante!
Vai assistir novela
Comer algo velho na geladeira.
Sua vida se tornou algo chato
Em que você passa frio sem perceber
Cada instante que eu percebo
E ainda sou insensível
Saia daqui!!!
O invisível é essencial aos olhos
E você não vê!
Outro dia tive uma revelação:
"Há dois tipos de pessoas:
As que se preocupam com coisas mundanas
Coisas sem importância pra dar sentido a sua vida;
E as que se preocupam apenas com o amor
Pois é o único sentido que tem sua vida.
Procriação!!!
E de qual faço parte??
Isso não te interessa
Você nem quer saber!
Talvez esteja lendo ainda essa merda por piedade
Pena, dó!
Não seja hipócrita
Eu não dou a mínima pra você e você ainda está aqui a ler
Parabéns, você é um ou uma grande idiota!
Me chinguem se você gostar de mim agora.
Me chingue
Você gosta de mim agora?
Gosta de mim agora?
Gosta de mim?
Gosta?

sábado, 8 de novembro de 2008

Muito mais

Haverá muito mais
Além do que você pode imaginar
Mais que excessos
Mais que extravagância
Completude
Prazer essencial
Haverá muito mais
Mais que sentimentos à toa
Mais que razões bem fundamentadas
Haverá muito mais...
Mais que fé cega
Muito mais que emoções
Mais que pensamentos elevados
Será a própria elevação
Será o dilúvio interno
A inundação.
Mas será muito mais
Muito mais que tudo isso.

sábado, 1 de novembro de 2008

Acordando a vida (só não tenha fim...)

Duas horas de novo
E amanhã acordo cedo
Um martírio que não sei de onde veio
A depressão que passou e não se foi?
Tenho medo todos os dias
Será que já estou louco e não sei?
Ou os meus dias me enganam
E vendo minha vigília por sonhos de graça
Vivo para dormir?
Acordo e não sei?
Durmo de pé durante o dia.

A vigília está melhor que meus sonhos
Mas só lá me sinto eu mesmo
Corremos atrás do próprio rabo
Inventando teorias sobre física quântica
Paranóia e obsessão por conforto.

Reencarnação não vai te salvar de tomar uma decisão
Agora!!!

O importante é o que importa.
Pode rir, mas a chance bate na tua porta.
Não há satisfação na derrota
Nem choro por não ter tentado
Acorda! E corre pra pegar o trem atrasado.

A vida é sua!
Eu vivo por intensão,
Pois eu já desisti
E agora eu posso ganhar.

O idílio começa de manhã
O cérebro tenta entender os olhos
Os olhos a realidade
A matéria o vazio
E o vazio a verdade.
Vivemos em sonho
Pra dormirmos sóbrios.

Será que vivo?
E mais um fim do dia.
Duas e dez
E amanhã ás oito
Outro dia,
Outro idílio.

Só não tenha fim...

Maracatu do sertão

Eu acordo quando o maracatu pára
Entre cada toque eu télecotelecoteco
E não tem explicação mas eu entendo.

Entre as nuvens dessa escuridão
A lua dá toques de clarão
E o chão treme com a alfaia
Que descompassa meu coração
No alto da noite queimando o sereno da constelação!

Vai, não vai, vai não vai
Puxo o futuro e o passado com a mão
Tudo praqui perto do furacão
Que gira!!!

A mudança é uma batida sem razão
Taba tabaco taba!

Rock'n roll tangente

Mas afinal o que é rock'n roll?
.sempre achei que era a atitude
mesmo numa musica romântica.

.mas o que importa o que eu acho e a sua atitude.
Apenas sinta a brisa na sua carga e
P
U
L
E
de a l t o .....

De uma altitude inconformável ...
... me deixe alto, alucinado ...

Estou desacreditando no mundo
Que ele quer demais
E querm quer tudo não quer nada.

É só uma madrugada ...
me leve além das estradas
.eu sou criança
não sei andar sozinho,
mas não esperarei alguém pra me guiar
vou seguir de mansinho.
Qualquer caminho
que me leve até mim mesmo
e não tenho planos agora
Até aqui não sei se cheguei na metade da vida
A atidude do rock é a minha
Qualquer forma alternativa é rock
A mais rock é a radical
A que sai pela tangente
Com mais pressão

Tangente


tem gente
Que se sente
Em sair
Pela tangente

tem gente
que teme
assumir
O leme
e sair
pela tangente

tem gente
que se tem
ausente
quando
em frente
tem alguém
que não sente
e de repente
ela quer sair
pela tangente

tem gente
Que não quer
ficar indiferente
e sente
que o leme
está em frente
logo sempre
sempre longe
bem em frente
em linha reta
e tenta ir
mas sabe
que não vai
conseguir
mesmo se sair
pela tangente
mas não desiste
fica triste
mas não desiste
E não existe
algo que lhe traga paz
pois em tudo que faz
ele vê todos saindo
e chegando sempre
ao mesmo lugar
E mesmo os que saem
vão além e saem
escapam pela tangente
Mas ele sabe
que nem estes
seguem em frente
em frente sempre
A tangente
parece
um caminho
diferente
mas na verdade
é um circulo gigante

E tem gente
que se acha
diferente
mas quando
elas se percebem
sabem que
estão chegando
sempre
ao mesmo lugar
tangente.

rosa dos ventos



Se eu sei que tudo o que é de agora vai passar
O que eu devo pensar? Pensar? Pensar?
O que eu devo fazer? Fazer? Fazer?

Quero encontrar o que não passa,
O que nunca se vai, deixando a gente na mão,
Quero achar uma coisa que nunca me deixe
Quero encontrar as migalhas de pão
Que eu dexei
Para me encontrar do outro lado da escuridão.

Teve uma época em que eu sabia a minha direção
E nessa época eu podia tocar o céu com a mão
Agora eu passo as horas procurando minha direção,
A rosa dos ventos que me levará para o meu lugar.

Mesmo que eu precise voar
Para encontrar esta rosa nas nuvens
Eu vou voar com o vento
Que sopra pra perto dela
Eu vou me pendurar nas suas raízes
Vou procurar as minhas
Pois tudo o que faço
É tentando me encontrar.

Minha rosa dos ventos.

sábado, 18 de outubro de 2008

Universo na casca de nós


Ás vezes eu fecho os olhos e vejo o universo
Como se meu corpo estivesse solto no espaço
E meus pensamentos são como se fossem meus equipamentos
Me dando sustento.

Mas além disso é como se eu soubesse de algo maior
Então eu abro meus olhos e vejo meu quarto.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Poemática

Poemática

Se eu tirasse minha raíz quadrada
Mostraria o quanto sou quadrado,
E pela função que é minha vida
Derivando e integrando caminhos
Quem me levam por pontos desunidos
Em infinitos absurdos, por incontáveis arestas
Formando parábolas geométricas
Que dançam em energias cinéticas
Exponenciando minha realidade
E me fazendo sentir as possibilidades
Do futuro... exato.

Mas do nada, zero absoluto
Vem você multiplicar meu conjunto
Pelo meu inconciente de retas ideais
Me fazendo girar em torno de um ponto só
Fazendo circulos perfeitos
E dividindo meus conceitos
Em dízimas periódicas irracionais
Que só tirando o logarítimo do meu cociente
Eu poderia chegar a um resultado aproximado...
Mas são as estatísticas de probabilidades infinitas
Que me deixam cada vez mais apaixonado.

Diálogo

- E aiii?? Blz?
- E aii?

- Blz. E ai???

- Beleza, e vc? Ta bem?

- To meio decepcionado comigo se é que vc quer saber...


fim.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Algo sobrenatural

Um homem precisa acreditar em algo sobrenatural
Precisa acreditar em algo a mais que ele
Senão tudo vira um saco furado
Nenhum pensamento o sustenta
A beleza se esvai
O sentido toma conta e o domina
Fazendo com que tudo tenha um nexo
Sufocante
E nenhum movimento é possível sem que haja uma equação
Pra manter tudo imóvel
E de repente você vira o átomo central do planeta
O eixo do mundo
E se desgasta se perguntando porque
Tudo se move e você lá parado
Explicando a si tudo o que vê
Tudo o que lê
Cada átomo de Deus
Tudo pra ser em si algo maior que o universo
Mas sabe que esta mais vazio que tudo
E fica sem saber

Então, um homem precisa acreditar em algo sobrenatural.
Senão o azul do céu não faz diferença
A amizade vira uma ciência
As crianças no jardim não passam de resultados
Da matemática do acasalamento
Eu já pensei nisso tudo e cheguei no fim do mundo
Não vale a pena cruzar a linha do coração
E ter um enfarto de graça
Todas as ruas dão no mesmo lugar
Basta escolher demorar mais ou não
Pois já demoramos demais
E batemos a cara, e levantamos pra cair outra vez
Mas até quando vamos ficar nos enganando
Com uma cura milagrosa.

Um homem precisa acreditar em algo sobrenatural.

sábado, 12 de julho de 2008

Consciente coletivo

Consciente coletivo


Não acredito em quase nada.
O que vou dizer?
Se acordo de madrugada
Com o “A” e o “Z”
Algo entre o fim e o início.
Algo que eu queria poder
Dizer que não entendo.


Minha poesia morreu
Quando minha fé descansou.
Meu pesadelo sou eu
Agora que ainda não sei quem sou.


Os macacos numa ilha deserta são felizes.
Lavam batatas na água do mar e sobrevivem.
Mas há quilômetros dali outros não conseguem dormir
Acordam de madrugada e se perguntam sem saber:
- “O que há de errado com as batatas”?