PrelúdioTudo é tão real quanto não
Tão sólido quanto uma ilusão
E etéreo como uma pedra
Mas a brincadeira ficou séria... amor.
1° Ato: Um carro.
Amor, tudo bem?
Relaxa...
Roubamos essa esmeralda
E nem temos comprador!
Ela não vale nada!!
Deixa ela comigo.
Quem não vale nada é você!
Aê, alguém sabe onde estamos?
Ei!!! Eu tô falando com você!!!
Sei lá, segura o pó pra mim.
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O improvável acontece
Bem diante dos teus olhos
E o que é fora
Se internaliza tão cérebro
Que você não sabe o que é
Árovre cacos eu vcoê
Esmeralda vermelha e verde
Tudo se mistura
As idéias são um mar de gotas cheias de hidrogênio
E o x i g ê n i o... . . . . . . . . . . a a a r r . . . . . . .
Que é feito de quase nada
Mas o que é quase que resiste
Pra você existir?
Se é que existe.
Fizeram você acreditar nisso
Até você mesmo
E por mais que cave
No túnel de rocha e fumaça...
Tudo e nada são mares de significação
Que dizem exatamente a mesma coisa
Em contradição.
O caminho do futuroEstou completamente perdido
Vivo? Incrível sensação.
Sangue esmeralda rubi
A selva é quente
Se entregue a ela
Faça parte dela
Ou ela fará parte de você.
Mato
o que sobrou deles
Com as próprias mãos.
CaçaMeus músculos doem
Meu nariz dói
Meu estômago nem existe mais
Ou sou eu que não existe
E só existe ele?
Esqueço
A fraqueza me lembra
Aquilo!!! Eu...
Fico louco, neurótico, psicótico
Deixo meus músculos dedos unhas agirem
E pulo sem medo
Medo do futuro, do que nunca vamos conhecer
Agora eu sou a fera que dá medo à besta
A lutar com as garras
E meus nervos anestesiados dos dentes a mastigar
Aquele ratinho...
Meu Deus!! Me pareceu um javali...
Eu não me reconheci
Sinto nojo, o que é que eu fiz?
Estou numa selva
A cada palmo de mim está tudo o que nunca vi
A me ameaçar, a me perturbar
Concentração.
NoiteÀ noite, eu rezo por força e foco
Mas me vem a ilusão
Não silêncio, tudo barulho
Cada som me faz enchergar na escuridão
E eu não vou parar de andar
Sei que o abismo pode ser agor
a
Neste passo
Estou perdido
Meu futuro sem destino
Não quero buscar rumo
Não quero m salvar
Quero me entregar a selva
Pra sentir meu último suspiro
Só pra conhecer a sensação
Eu vou entrar no seu caminho
Você está no meu
Eu quero viver.
Quem disse isso?
Quem perguntou?
Quem sou eu?
Pra onde vou?
Que ironia!
Eu não quero saber.
Apareça o que for aqui que eu vou ver
Mesmo sem ver minha mão
Meu corpo dói
Sinto cada vergão da minha pele latejante
Quero descansar, vai ser melhor
Aqui nesse chão folhoso?
Vou andar até o amanhecer
Pra encontrar o que ninguém poderia ver
Com mapa, com a salvação
A razão pra explicar por que fugimos
Uma luz.
Vou parar.
A pedra ainda está aqui.
Não posso dormirEu não quero dormir
Acordo. Estou num sonho
Cansado. Tento ficar acordado
Mas isso é um sonho
Tenho que acordar!
Ahhh.... Respiro aliviado
Vou andar
Aouu longe na mata vejo um homem
Ele corre
Eu corro em direção a ele
Ele some
Do lado uma flor
Vermelha laranja azul
A mais bela que eu já vi
Tanto faz o que faço aqui
O céu prosa me diz obrigado.
Sonho, isso é um sonho, tenho que ficar acor-
do, meus olhos ressacados doem
Quero descansar
Meu olho quer...
Tem areia aqui...
Ou só piscar...
Como me sinto melhor
Essa areia, é estranho
Macia, vou levantar
Vou andar...
A floresta clara
Silenciosa
Sem bicho algum
Limpa!
Minha pedra???
Cadê?!?
Onde estava não está mais
Me perdi de mim
Ahrrhrhh!!! Meu pé
O que é isso!???
Ahh! Ela escurece
Sangro no chão
Sem pé
Um besouro vermelho
Azul preto laranja verde
NÂO! Hahrha!! Não quero ficar aqui
Tenho que ficar acordado
AhaHHAHh!!!!
Meus olhos ardem, queimam
Estou num pesadelo
É aqui que devo ficar
Vou andar por aí
A única direção é a frente que estava
Sei lá se ando em círculos...
Não importa, a pedra está comigo.
E tudo é o mesmo contrário:
Ilusão.
Uma mão.
SombraFecho os olhos
E me vejo sem mim
Nebulosas linhas de desejo sem fim
O que vejo e não sei?
O que claro não se mostra?
Uma caneta nem sempre é minha
E minha mente é uma caixa vazia
Paz.
Só.
E nada mais
Como bebendo cada suspiro de ar novo
Como cada gole de hálito fresco
Uma boca que me beija
A química perfeita
De alquimistas que se foram
Me deixando seu forno
Os fantasmas
Meus pesadelos sem corpo
Me deixam respirar
E beber uma água sem razão
A graça que não dá pra explicar.
Aquela caverna, aquela pedra,
Aquela sensação de djavú
Aquela confusão na alma
Também o que esperava!?
Era uma parte da terra intocada
Que reza pra ser intocável
E meu sábio inefável
Foi me incomodar
E bastou saber que estava lá
Alguma coisa
Inimaginável
Razão de existir e de tocar
Era pra ser minha e não ser
Por parte de tempo miserável
Era por mim
Pra eu estar ali
Ela comigo
Aqui
Até quando será minha?:
Até minha vida estar plena dela
E ela for pouco pra mim
Que paz ela me dá
Abro os olhos
E começo a sonhar...
Enfermaria!!!
Aonde vou se meu quarto não é o bastante?
Se as janelas na estante não quero
Espero me mover
Espero o tiro pra correr
Ainda não. Ainda não!
Seu suspiro me tira a concentração.
Não é por aqui
Não é por ali
Corro em linha reta
Por um corredor sem janela
Corro na hora certa
No espaço da sua respiração
A pedra não me pode escapar
Quando você vê que a ilusão era uma máscara
Quando você tem o que te enganou
Não é preciso dizer mais nada
O mundo é seu e o passo não vai parar
E fica pra trás o que não quer explicação
Mas esse lugar, esse ponto da estrada
Tem que ter um mapa
A mente mente
Faz parte da arte
O artista não pode se enganar
Ele fabrica a realidade
Pra poder passar
E nada mais
Eunãopossoparar
Não posso me enganar
Não mais.
Achei um ponto no grão de terra nesse desenho da estrada
Onde a criação não pode fazer nada
Pois é onde é criada
É realidade fabriacada
É parte de mim
Ela brinca viciada
Numa mente brilhante
e ofensiva
ostensivo
ostensiva
É ela que segura o mundo
É! é É! é É!!!!
Este ponto segura o mundo
Onde eu sinto tudo
Fecho os olhos e sinto
Abro e vejo
Mergulho e nado
Sem medo
Sem mal-grado
Sem desejo que pode me enganar
Me dá sua mão
Te deixo aqui
Encontrei um lugar pra você
Agora me vou de mim
Eu sou pedra
Eu sou ilusão
Eu sou essa estrada
Eu sou o lugar
Eu sou o mapa.
Tatuo ele em mim.
PegadasFolhas em branco não deixam pegadas
E nem pegam em mim
Os sinais na estrada
Me levam até aqui
O que s o u l
Sim!
Ô idéia mal amada que sou
Ô conversa sem fim
Transformo em palavras
O sumo da realidade
O que s o u l?
Sim!
Que seja o que sei
E me exista o que sonhei
Enquanto me exercito que acabe a arte
E quando artistíco que eu faça parte
E voue, voue, voue
Ao infinito
Força para não cair
E contemplar de cima
A graça de existir
E te beijar.
Impulso sem controleA vida era doce
Agora é áspera
Vermes rastejam pelo chão da minha casa
E tenho que me engatinhar.
A pedra eu sei onde está
Mas não está aqui
E ela não existe sem mim...
Os segredos que eu sei,
Sem ela eu não sei contar.
Queria voltar a acreditar
Que ainda posso confiar nas pessoas
Mas aqui onde vim parar
O ar poeirento me amaldiçoa
E eu vivo como um idiota
Porque não soube me controlar
Ahhhh!!! Pedra sagrada
Amaldiçoada!!!
Pra chegar até aqui atravessei montanhas e charadas
E eu babaca
Te deixei enterrada na estrada...
Sei onde você está
Estou voltando para te pegar
E ninguém vai te roubar de mim
Porque eu já sou seu.
ViagemMal enxergo a folha de papel
E o ônibus chaqualha bastante
Saí atrasado de casa
E só tive tempo de conversar tudo o que quis
Corri como um louco pra comprar a passagem
E depois de pegar a bagagem
O meu lugar:
o 13
Sento suado e cansado
Boca seca e garganta zuada
Coloco o fone e abro a janela
Toca Bach
Suo frio
Mas relaxo... estou no meu lugar
E viajo.......... mais que a própria viagem
Quando toca Bob Marley
Uma placa do lado se escreve eterna
E vou passando as cidades
Ficando pra trás o que sempre ficou
A cada curva a música deixa minha vida mais linda
E os nervos a flor da pele
Pessoas passam, vêm e vão
E sinto que não levo a vida pro cemitério
Depois de levá-la tão á sério.
Dou risada na cara da morte
Pois morro a cada segundo
Em casa, no trabalho, no supermercado
Não me importo se escrevo tudo errado
Eu escrevo e sempre vou escrever
Tudo o que vejo e o que não consigo ver
Uma mina gostosa deita de costas pra mim
Revelando seus deliciosos peitos
E eu não resisto
Beijo sua boca e
Beijo seus seios e beijo sua boca
E suas tetas
Esqueço que a morte vai me abraçar
Porque o Chico me lembra que a ciência
É um grande brinquedo pra disfarçar
Que o importante é um segredo aberto
Que quase ninguém consegue ver
Que cada segundo é eterno
Cada segundo é eterno
E eu vou viajando em cada luz que passa brilhando
A cada curva eu fecho um pouco os olhos
E da explosão dos carros logo a frente
Eu só consigo ver a luz
Só a luz..............
E me jogo de braços abertos aos céus
que só estão ali pra me segurar
E me levar pro inferno
Agora eu não morro mais
Soltei meu destino aos vermes
Que vão comer meus intestinos e cérebros
Misturados com cabelo
Não morro mais
Vou apagar a luz e dormir
E viajar pelas listras da estrada
Até chegar em casa...
Até chegar em casa...
Aprendi a rir da vida...
Eu não morro mais!!
MapaEu não sabia onde estava
Mas estava lá
Me esperava, me esperava
Era pra estar...
Havia uma pedra no meio do caminho
Armada com facas e dentes
Lava e saliva carentes
Para me pegar
Cães e fantasmasMeus olhos distropiados
Ilusões e galhos me surravam
A pedra das ilusões
A tábua rasa, o tabu atrás de mim
Me caçava
Por todos os lados
Eu corro
Insetos me afagavam
Meu corpo era calo
Eu era uma árvore em fuga
Trombava, quebrava meus galhos
Me arranhava, me queimava
A mata fechada eu mais nada
Meu medo, meu desespero, minha vida
Meu contato mais sincero e dolorido
Minha pedra das ilusões
Minhas contradições
Meu elo perdido
Corriam em direção ao precipício
O grande apocalipse, o fim
O fim de todo sentido
O vácuo à queda livre...
SóóA pedra que eu escondi por mais um pouco
Agora louca atrás de mim
Me encurralava
Me prensando contra o nada
Com seus braços em garras
Seus pés descalços, exatos
Esgueirados pelas frestas macias no chão
Seus olhos claros
Seus mil anjos mimados
Em fiapos de rubi e esmeralda
Seu eterno, sua eteriedade
Sua lealdade aos traços esfumaçados
O mal, o saco, a solidão.
Não tem nada atrás de mim
Não há pedra, nem ilusão
Nem fumaça negra, nem perseguição
A floresta se esfumaceia enfim
O precipício é o início do fim
Eu já abri clareira na mata
Já saí da estrada
E isso é fim.
Me perdi de novo
Os braços finos e escuros
De tantos cobriam as estrelas
O sono que vem do vento
Me afagando no ar
A sinfonia constante que toca
Um som que me embala
Um sono de útero de mãe.
Cheguei às minas de salomão
Coquetel ou flor de plático:?
Remédio ou ilusão;?
Tudo estava lá a me esperar
Eu não sabia onde estava
Mas estava lá
Me esperando, me esperava
Eu mergulhando em mim
Eu delirando o fim
Sozinho
Tropeçando numa pedra
Uma ilusão
MotivoHavia uma pedra no meio do caminho
Que me fez andar
E que tinha o sabor de ilusão
A grande doçura da vida
A grande dureza da pedra
Está feita a argila
A matéria-prima da construção
As duas ligas que faltavam
Que está entre você
E a página 12 de 13
Entre as lentes e seus olhos
Entre sua alma e o ar
Seu cérebro e a televisão
Um e zero
Tudo e nada
O colapso.
Dois gêmeos siameses
Brigando em constante rotação
As ondas do mar de Abraão.
Vai lá fora e vê o sol
Ou o que sobrou do céu.
Amor, relaxa.
Tá tudo bem.
Isso é o que sobrou depois de tudo
Isso é o que sobrou de mim
O que restou do que eu era
O que restou depois do fim.
