domingo, 20 de setembro de 2009

Ninguém nunca vai nos entender, a não ser Deus. O resto da vida a gente vai enganando os outros. Não no sentido mal da palavra, mas essa é a verdade no final das contas.

Todos são movidos por interesse. Todos. E o melhor dos interesses é o interesse do amor. É o interesse em que todos ganham. “Eu estou interessado em te amar.” Não é uma bela frase? É o amor.

E quando me dizem que eu quero que as coisas sejam do jeito que eu quero, as pessoas não erram, essa verdadeiramente me conheceu. Mas a questão é que você vai pensar: “nossa que cara egoísta, deixa ele quebrar a cara vendo que as coisas não são como a gente quer”. Parabéns, você aprendeu a lição. A lição dos fracassados que tem que aceitar a derrota. Eu estou vivo. E isso faz diferença. É isso o que importa. E se as coisas não forem pra ser do jeito que eu quero, me mate agora. Assim eu sei me sentir vivo.

O mundo é uma bosta! Você sabe que é. Não o mundo natural. Há sempre um belo sol nascendo todos os dias, mesmo nos dias nublados. Eu digo aquele mundo que o homem criou. O mundo da ganância, da escravidão, da prostituição do tempo. É o mundo que nossos pais nos deram e nos acorrentaram. E eles metem um monte de ideologias furadas em nossas mentes pra gente mentir pra nós mesmos. Como isso de aceitar que o tudo não pode ser como a gente quer. Se você está vivo faça diferença. Faça com que as coisas sejam do seu jeito, mas usando sempre o interesse do amor, e só. Você não precisa de mais nada.

Só você sabe o que se passa na sua cabeça e no seu coração. Somos universos inteiros. Mas Deus está metade dentro e metade fora de nós. Não somos sistemas isolados, estamos sempre em interação com o tudo. Faça que tudo seja como você quer, é isso que te faz importante pra mim, é isso que me dá motivos pra te amar, é assim que você demonstra o amor.

Os outros sempre vão te julgar. Idiotas eles. Eles deviam te aceitar, e melhor, procurar fazer com que você seja mais você. Daí, o que você pode fazer, já que o mundo é uma bosta? Digo: procurar ser você o máximo que você pode, para que as pessoas te julguem pelo que você quer ser julgado. E mude o mundo. Você vive pra isso. Una o mundo. Você vive disso. E para fazer isso tudo use a ferramenta do amor para fazer o mundo ser do jeito que você quer.

Espero ter mudado algo na sua vida, é isso o que me faz viver.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Não estou lá

Eu me preocupo em não estar lá

Hoje vi você passando por trás de mim

Seus olhos me fitaram como se fosse a última vez

Quanto tempo esperei por isso

Posso sentir o gosto da liberdade

Como um presidiário prestes a sair.

 

Você não me viu aqui

Eu não estava lá

Mergulhei dentro de mim para te achar

E você também não estava lá

Como é sem fim aqui dentro

Sem razões, sem motivos nem direções

Mas há um caminho a seguir.

 

Você sumiu...

E agora parece que foi um sonho que não vai voltar

Como se eu tivesse medo de te ver

Por aí...

Mas sei que não é bem assim.

Se de repente você passasse por mim

O que será que eu iria sentir?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A dança dos cavalos alados

Cavalos alados dançam no meu peito

Fazem um buraco no coração

Você não vem, você não vem...

E eu fico assim cheio de vento.

 

E de pensar que eu não era suave o bastante

Não podia mais sentir amor

Mas será isso que eu estou sentindo?

Já que você não está aqui.

 

Macacos comem o que sobrou da minha alma

Dão risada à toa da minha cara

Porque agora não tenho mais máscaras

E tenho medo de você,

Porque acho que te amo.

A dança dos cavalos alados 2

A terra não encontra mais o céu

Meu peito é pisado por um corcel que dança

Ele voa sobre minha cabeça em tranças

Me lembrando que o amanhã é infinito

 

Corro pelos becos da rua

Me fazendo sombra a lua

Fugindo da rotina de tudo

Buscando o amor do mundo

 

Nas ruas, nas esquinas você dança comigo

Em casa, no meu quarto você mexe comigo

Cavalos alados dançam no meu peito

Pisando fundo meu coração

 

Quando você não vem, você não vem...

E eu fico assim sozinho...

Com o peito esmagado.

 

Me leve pra dar uma volta

Pra dançar sob a luz da lua

Suas asas levando embora

A falta que eu sinto agora.

quarta-feira, 11 de março de 2009

A natureza Selvagem

No fim da liberdade e da natureza

A morte te espera.

Até quando você vai fugir pra ser feliz?

Felicidade real é aquela compartilhada.

 

Se você tivesse se lançado ao rio quando tinha forças

Não morreria de fraqueza num ônibus abandonado

Não viveria de ideologias de velhos livros perdidos

E não sobraria de você apenas palavras e um retrato.

 

Não fuja para morrer sozinho.

Não fuja para orrer sozinhi

Não fuja pra orrer sozin

Não fuja pra rrer só

Não fuja pra er só

Não fuj pr er só

Não fuja só.

 

Ou só sobrará restos.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A internet me fez pensar

O orkut me fez pensar...

 

Se alguém tem acesso aos meus dados pessoais, e esse alguém existe, os diretores do próprio orkut, logo ele saberia de quem eu sou amigo, ou quem forma minha rede de amigos, de pessoas que me circundam, em parte. Mas saberia das minhas ações, saberia quem eu procurei, o que eu fiz no orkut. Daí, se expandirmos isso a emails e sites que visitamos, pois, existe um numero de id no computador que é visto, e porque não usar a palavra “monitorado”. Logo, então, minha vida está exposta totalmente, está sob o controle, por não estar excedendo nenhum interesse, por estar de acordo.

Daí viajo mais longe, e se a tecnologia atual não for muito superior do que a que temos acesso, por exemplo, ondas, freqüências de ondas controlando líquidos por exemplo, causando alguma mudança neles. Somos bombardeados por ondas de todos os tipos o dia todo, e como isso não nos afeta!? De alguma forma estamos afetados, daí a enorme incidência de câncer por aí... paranóia? Acho que não. É só pensar um pouco. Por que não?

E se tudo não for parte de um plano para manter tudo sob controle? Porque não podemos levar a vida que queremos, a não ser dentro do sistema? Já parou pra pensar que tudo foi feito sob um plano? Você sabia que esse lance de fazer as coisas para quebrarem logo faz parte do plano? Antigamente as coisas eram feitas para durar, hoje em dia são feitas para se comprar mais e mais. Quando as maquinas surgiram na revolução industrial todos pensaram que teriam mais tempo livre, trabalhariam menos. Porém, o que aconteceu foi o contrário, as máquinas ditavam a jornada de trabalho, até as revoluções trabalhistas. Adivinha o que aconteceu quando o computador surgiu? E o que fazemos hj? Aliás, sabia que o computador era uma arma de guerra? Servia para processar informações e espionagem... Pense. Não estou tentando te convencer, e sim a te fazer pensar.

Vi uns vídeos no youtube:

 

1°se chama zeitgeist http://video.google.com/videoplay?docid=-2282183016528882906&ei=TyaxSaPgBpTWqAKD3aSeBA&q=zeitgeist+portugues
2° zeitgeist 2 -addendum http://video.google.com/videoplay?docid=-2996112039116116532&ei=qyaxSfDjBYGyqAKJ0aWYBA&q=zeitgeist+portugues+addendum

3° end game ( tera q ver parte por parte )

http://www.youtube.com/watch?v=NBpgqYWm0cI&feature=PlayList&p=05E00187058D961B&index=0&playnext=1

 

Paranóia? Ou não?

A bíblia já dizia...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Libertino

Você não gosta de mim.
Você não vai gostar de mim.
Ninguém gosta mais de nada!
É tudo baseado em interesses
E ninguém se interessa!
O que você está fazendo aqui?
Veio achar bunitinho alguns poeminhas?!
Vai embora!!
Pare de ler agora!
Não me interessa o que você vai achar
Será tudo uma ilusão que logo vai passar
A noite você vai deitar e o que eu fui?
Nada!!
Apenas algumas letras rabiscadas
Sem efeitos, só defeitos
Pois o maior defeito é falar
Falar é tropeçar no prórprio defeito e continuar andando
Camableante.
Pare de ler!!!
Isso não é importante!
Vai assistir novela
Comer algo velho na geladeira.
Sua vida se tornou algo chato
Em que você passa frio sem perceber
Cada instante que eu percebo
E ainda sou insensível
Saia daqui!!!
O invisível é essencial aos olhos
E você não vê!
Outro dia tive uma revelação:
"Há dois tipos de pessoas:
As que se preocupam com coisas mundanas
Coisas sem importância pra dar sentido a sua vida;
E as que se preocupam apenas com o amor
Pois é o único sentido que tem sua vida.
Procriação!!!
E de qual faço parte??
Isso não te interessa
Você nem quer saber!
Talvez esteja lendo ainda essa merda por piedade
Pena, dó!
Não seja hipócrita
Eu não dou a mínima pra você e você ainda está aqui a ler
Parabéns, você é um ou uma grande idiota!
Me chinguem se você gostar de mim agora.
Me chingue
Você gosta de mim agora?
Gosta de mim agora?
Gosta de mim?
Gosta?

sábado, 8 de novembro de 2008

Muito mais

Haverá muito mais
Além do que você pode imaginar
Mais que excessos
Mais que extravagância
Completude
Prazer essencial
Haverá muito mais
Mais que sentimentos à toa
Mais que razões bem fundamentadas
Haverá muito mais...
Mais que fé cega
Muito mais que emoções
Mais que pensamentos elevados
Será a própria elevação
Será o dilúvio interno
A inundação.
Mas será muito mais
Muito mais que tudo isso.

sábado, 1 de novembro de 2008

Acordando a vida (só não tenha fim...)

Duas horas de novo
E amanhã acordo cedo
Um martírio que não sei de onde veio
A depressão que passou e não se foi?
Tenho medo todos os dias
Será que já estou louco e não sei?
Ou os meus dias me enganam
E vendo minha vigília por sonhos de graça
Vivo para dormir?
Acordo e não sei?
Durmo de pé durante o dia.

A vigília está melhor que meus sonhos
Mas só lá me sinto eu mesmo
Corremos atrás do próprio rabo
Inventando teorias sobre física quântica
Paranóia e obsessão por conforto.

Reencarnação não vai te salvar de tomar uma decisão
Agora!!!

O importante é o que importa.
Pode rir, mas a chance bate na tua porta.
Não há satisfação na derrota
Nem choro por não ter tentado
Acorda! E corre pra pegar o trem atrasado.

A vida é sua!
Eu vivo por intensão,
Pois eu já desisti
E agora eu posso ganhar.

O idílio começa de manhã
O cérebro tenta entender os olhos
Os olhos a realidade
A matéria o vazio
E o vazio a verdade.
Vivemos em sonho
Pra dormirmos sóbrios.

Será que vivo?
E mais um fim do dia.
Duas e dez
E amanhã ás oito
Outro dia,
Outro idílio.

Só não tenha fim...

Maracatu do sertão

Eu acordo quando o maracatu pára
Entre cada toque eu télecotelecoteco
E não tem explicação mas eu entendo.

Entre as nuvens dessa escuridão
A lua dá toques de clarão
E o chão treme com a alfaia
Que descompassa meu coração
No alto da noite queimando o sereno da constelação!

Vai, não vai, vai não vai
Puxo o futuro e o passado com a mão
Tudo praqui perto do furacão
Que gira!!!

A mudança é uma batida sem razão
Taba tabaco taba!

Rock'n roll tangente

Mas afinal o que é rock'n roll?
.sempre achei que era a atitude
mesmo numa musica romântica.

.mas o que importa o que eu acho e a sua atitude.
Apenas sinta a brisa na sua carga e
P
U
L
E
de a l t o .....

De uma altitude inconformável ...
... me deixe alto, alucinado ...

Estou desacreditando no mundo
Que ele quer demais
E querm quer tudo não quer nada.

É só uma madrugada ...
me leve além das estradas
.eu sou criança
não sei andar sozinho,
mas não esperarei alguém pra me guiar
vou seguir de mansinho.
Qualquer caminho
que me leve até mim mesmo
e não tenho planos agora
Até aqui não sei se cheguei na metade da vida
A atidude do rock é a minha
Qualquer forma alternativa é rock
A mais rock é a radical
A que sai pela tangente
Com mais pressão

Tangente


tem gente
Que se sente
Em sair
Pela tangente

tem gente
que teme
assumir
O leme
e sair
pela tangente

tem gente
que se tem
ausente
quando
em frente
tem alguém
que não sente
e de repente
ela quer sair
pela tangente

tem gente
Que não quer
ficar indiferente
e sente
que o leme
está em frente
logo sempre
sempre longe
bem em frente
em linha reta
e tenta ir
mas sabe
que não vai
conseguir
mesmo se sair
pela tangente
mas não desiste
fica triste
mas não desiste
E não existe
algo que lhe traga paz
pois em tudo que faz
ele vê todos saindo
e chegando sempre
ao mesmo lugar
E mesmo os que saem
vão além e saem
escapam pela tangente
Mas ele sabe
que nem estes
seguem em frente
em frente sempre
A tangente
parece
um caminho
diferente
mas na verdade
é um circulo gigante

E tem gente
que se acha
diferente
mas quando
elas se percebem
sabem que
estão chegando
sempre
ao mesmo lugar
tangente.

rosa dos ventos



Se eu sei que tudo o que é de agora vai passar
O que eu devo pensar? Pensar? Pensar?
O que eu devo fazer? Fazer? Fazer?

Quero encontrar o que não passa,
O que nunca se vai, deixando a gente na mão,
Quero achar uma coisa que nunca me deixe
Quero encontrar as migalhas de pão
Que eu dexei
Para me encontrar do outro lado da escuridão.

Teve uma época em que eu sabia a minha direção
E nessa época eu podia tocar o céu com a mão
Agora eu passo as horas procurando minha direção,
A rosa dos ventos que me levará para o meu lugar.

Mesmo que eu precise voar
Para encontrar esta rosa nas nuvens
Eu vou voar com o vento
Que sopra pra perto dela
Eu vou me pendurar nas suas raízes
Vou procurar as minhas
Pois tudo o que faço
É tentando me encontrar.

Minha rosa dos ventos.

sábado, 18 de outubro de 2008

Universo na casca de nós


Ás vezes eu fecho os olhos e vejo o universo
Como se meu corpo estivesse solto no espaço
E meus pensamentos são como se fossem meus equipamentos
Me dando sustento.

Mas além disso é como se eu soubesse de algo maior
Então eu abro meus olhos e vejo meu quarto.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Poemática

Poemática

Se eu tirasse minha raíz quadrada
Mostraria o quanto sou quadrado,
E pela função que é minha vida
Derivando e integrando caminhos
Quem me levam por pontos desunidos
Em infinitos absurdos, por incontáveis arestas
Formando parábolas geométricas
Que dançam em energias cinéticas
Exponenciando minha realidade
E me fazendo sentir as possibilidades
Do futuro... exato.

Mas do nada, zero absoluto
Vem você multiplicar meu conjunto
Pelo meu inconciente de retas ideais
Me fazendo girar em torno de um ponto só
Fazendo circulos perfeitos
E dividindo meus conceitos
Em dízimas periódicas irracionais
Que só tirando o logarítimo do meu cociente
Eu poderia chegar a um resultado aproximado...
Mas são as estatísticas de probabilidades infinitas
Que me deixam cada vez mais apaixonado.

Diálogo

- E aiii?? Blz?
- E aii?

- Blz. E ai???

- Beleza, e vc? Ta bem?

- To meio decepcionado comigo se é que vc quer saber...


fim.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Algo sobrenatural

Um homem precisa acreditar em algo sobrenatural
Precisa acreditar em algo a mais que ele
Senão tudo vira um saco furado
Nenhum pensamento o sustenta
A beleza se esvai
O sentido toma conta e o domina
Fazendo com que tudo tenha um nexo
Sufocante
E nenhum movimento é possível sem que haja uma equação
Pra manter tudo imóvel
E de repente você vira o átomo central do planeta
O eixo do mundo
E se desgasta se perguntando porque
Tudo se move e você lá parado
Explicando a si tudo o que vê
Tudo o que lê
Cada átomo de Deus
Tudo pra ser em si algo maior que o universo
Mas sabe que esta mais vazio que tudo
E fica sem saber

Então, um homem precisa acreditar em algo sobrenatural.
Senão o azul do céu não faz diferença
A amizade vira uma ciência
As crianças no jardim não passam de resultados
Da matemática do acasalamento
Eu já pensei nisso tudo e cheguei no fim do mundo
Não vale a pena cruzar a linha do coração
E ter um enfarto de graça
Todas as ruas dão no mesmo lugar
Basta escolher demorar mais ou não
Pois já demoramos demais
E batemos a cara, e levantamos pra cair outra vez
Mas até quando vamos ficar nos enganando
Com uma cura milagrosa.

Um homem precisa acreditar em algo sobrenatural.

sábado, 12 de julho de 2008

Consciente coletivo

Consciente coletivo


Não acredito em quase nada.
O que vou dizer?
Se acordo de madrugada
Com o “A” e o “Z”
Algo entre o fim e o início.
Algo que eu queria poder
Dizer que não entendo.


Minha poesia morreu
Quando minha fé descansou.
Meu pesadelo sou eu
Agora que ainda não sei quem sou.


Os macacos numa ilha deserta são felizes.
Lavam batatas na água do mar e sobrevivem.
Mas há quilômetros dali outros não conseguem dormir
Acordam de madrugada e se perguntam sem saber:
- “O que há de errado com as batatas”?

Berço ensangüentado


Berço ensangüentado


Agora você sabe que eu sou fraco.
Quieto pareço forte e inabalável
Mas filho, agora você sabe.
Mudamos para ninguém nos pegar,
Pois matei para te salvar.
A culpa não foi sua,
Não sou mais inocente, e a velhice
Arrasta mágoas que nos cegam.

O tiro foi desesperado,
Quando vi não havia tempo
Atirei sim, não to negando.
Pois o ódio era tanto
Que estava me sufocando.

Agora que está grande já com barba,
Falo franco com o gume da mesma faca.
Confiei toda uma vida numa pessoa
Que era a paz de uma noite estrelada
E quando cheguei em casa,
E vi o berço sangrando...
Filho, você estava na rua brincando,
Com Inocência a vida descobrindo.

Já havia aceitado traição
Drogas, roubo e maldição.
Tudo por amor que acabou
No último suor de consideração
Naquela tarde de outono.

Não havia mais nenhuma razão para mim:
Pai, mãe ou irmão, só havia você.
E pra você não ter o mesmo fim
Juntei meu trinta e oito carregado
E dei seis tiros em sua mãe.
Ela caiu no berço ensangüentado
E o sangue do sangue voltou a ser um só
Misturado no chão e nos lençóis de algodão.

Na mesma tarde depois de ter chorado
Queimei a casa com os corpos abraçados
No berço em sangue e chamas
Da porta vi o quarto queimando
Coisas que eu nunca quis ter lembrado.

Mas agora que está consumado
Nada mais pra mim importa.
Só te ver forte, feliz e saudável,
Com uma vida diferente da minha.
Pois a morte é minha amiga agora
E em mais de seis estados sou procurado.
Hoje choro lágrimas ressecadas
Depois de tanto horror ter espalhado.

Agora cada um que mato
É com o mesmo ódio enjaulado
Mas meu filho, são dias de outono
E eu já estou numa cela acabado
Nada mais é diferente pra mim.

Agora que sabe que eu sou fraco.
São dias de outono e céus dourados
E um fogo novo para sonhar
Se abre quando a noite está fria.
E eu sonho com a sua vida simples
Pois só Deus para descomplicar a minha
Não sou mais inocente, e a velhice...
Arrasta mágoas que nos prendem numa cela.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A pedra das ilusões




Prelúdio

Tudo é tão real quanto não
Tão sólido quanto uma ilusão
E etéreo como uma pedra

Mas a brincadeira ficou séria... amor.

1° Ato: Um carro.

Amor, tudo bem?
Relaxa...

Roubamos essa esmeralda
E nem temos comprador!
Ela não vale nada!!

Deixa ela comigo.
Quem não vale nada é você!

Aê, alguém sabe onde estamos?
Ei!!! Eu tô falando com você!!!

Sei lá, segura o pó pra mim.
xxxxxxxxxxxxxx

O improvável acontece
Bem diante dos teus olhos
E o que é fora
Se internaliza tão cérebro
Que você não sabe o que é
Árovre cacos eu vcoê
Esmeralda vermelha e verde

Tudo se mistura
As idéias são um mar de gotas cheias de hidrogênio
E o x i g ê n i o... . . . . . . . . . . a a a r r . . . . . . .

Que é feito de quase nada
Mas o que é quase que resiste
Pra você existir?
Se é que existe.

Fizeram você acreditar nisso
Até você mesmo
E por mais que cave
No túnel de rocha e fumaça...
Tudo e nada são mares de significação
Que dizem exatamente a mesma coisa
Em contradição.

O caminho do futuro

Estou completamente perdido
Vivo? Incrível sensação.
Sangue esmeralda rubi

A selva é quente
Se entregue a ela
Faça parte dela
Ou ela fará parte de você.

Mato
o que sobrou deles
Com as próprias mãos.

Caça

Meus músculos doem
Meu nariz dói
Meu estômago nem existe mais
Ou sou eu que não existe
E só existe ele?
Esqueço
A fraqueza me lembra
Aquilo!!! Eu...
Fico louco, neurótico, psicótico
Deixo meus músculos dedos unhas agirem
E pulo sem medo
Medo do futuro, do que nunca vamos conhecer
Agora eu sou a fera que dá medo à besta
A lutar com as garras
E meus nervos anestesiados dos dentes a mastigar
Aquele ratinho...

Meu Deus!! Me pareceu um javali...
Eu não me reconheci
Sinto nojo, o que é que eu fiz?
Estou numa selva
A cada palmo de mim está tudo o que nunca vi
A me ameaçar, a me perturbar
Concentração.

Noite

À noite, eu rezo por força e foco
Mas me vem a ilusão
Não silêncio, tudo barulho
Cada som me faz enchergar na escuridão
E eu não vou parar de andar
Sei que o abismo pode ser agor
a
Neste passo
Estou perdido
Meu futuro sem destino
Não quero buscar rumo
Não quero m salvar
Quero me entregar a selva
Pra sentir meu último suspiro
Só pra conhecer a sensação
Eu vou entrar no seu caminho
Você está no meu
Eu quero viver.

Quem disse isso?

Quem perguntou?

Quem sou eu?
Pra onde vou?
Que ironia!
Eu não quero saber.

Apareça o que for aqui que eu vou ver
Mesmo sem ver minha mão
Meu corpo dói
Sinto cada vergão da minha pele latejante
Quero descansar, vai ser melhor
Aqui nesse chão folhoso?
Vou andar até o amanhecer
Pra encontrar o que ninguém poderia ver
Com mapa, com a salvação
A razão pra explicar por que fugimos

Uma luz.

Vou parar.
A pedra ainda está aqui.

Não posso dormir

Eu não quero dormir
Acordo. Estou num sonho
Cansado. Tento ficar acordado
Mas isso é um sonho
Tenho que acordar!

Ahhh.... Respiro aliviado
Vou andar
Aouu longe na mata vejo um homem
Ele corre
Eu corro em direção a ele
Ele some
Do lado uma flor
Vermelha laranja azul
A mais bela que eu já vi
Tanto faz o que faço aqui
O céu prosa me diz obrigado.
Sonho, isso é um sonho, tenho que ficar acor-
do, meus olhos ressacados doem
Quero descansar
Meu olho quer...
Tem areia aqui...
Ou só piscar...
Como me sinto melhor
Essa areia, é estranho
Macia, vou levantar
Vou andar...
A floresta clara
Silenciosa
Sem bicho algum
Limpa!
Minha pedra???
Cadê?!?
Onde estava não está mais
Me perdi de mim
Ahrrhrhh!!! Meu pé
O que é isso!???
Ahh! Ela escurece
Sangro no chão
Sem pé
Um besouro vermelho
Azul preto laranja verde
NÂO! Hahrha!! Não quero ficar aqui
Tenho que ficar acordado
AhaHHAHh!!!!
Meus olhos ardem, queimam
Estou num pesadelo
É aqui que devo ficar
Vou andar por aí
A única direção é a frente que estava
Sei lá se ando em círculos...
Não importa, a pedra está comigo.
E tudo é o mesmo contrário:
Ilusão.

Uma mão.

Sombra

Fecho os olhos
E me vejo sem mim
Nebulosas linhas de desejo sem fim

O que vejo e não sei?
O que claro não se mostra?

Uma caneta nem sempre é minha
E minha mente é uma caixa vazia
Paz.
Só.
E nada mais

Como bebendo cada suspiro de ar novo
Como cada gole de hálito fresco
Uma boca que me beija
A química perfeita
De alquimistas que se foram
Me deixando seu forno

Os fantasmas
Meus pesadelos sem corpo
Me deixam respirar
E beber uma água sem razão
A graça que não dá pra explicar.

Aquela caverna, aquela pedra,
Aquela sensação de djavú
Aquela confusão na alma
Também o que esperava!?

Era uma parte da terra intocada
Que reza pra ser intocável
E meu sábio inefável
Foi me incomodar
E bastou saber que estava lá
Alguma coisa
Inimaginável

Razão de existir e de tocar
Era pra ser minha e não ser
Por parte de tempo miserável
Era por mim
Pra eu estar ali
Ela comigo
Aqui

Até quando será minha?:
Até minha vida estar plena dela
E ela for pouco pra mim

Que paz ela me dá
Abro os olhos
E começo a sonhar...

Enfermaria!!!

Aonde vou se meu quarto não é o bastante?
Se as janelas na estante não quero
Espero me mover
Espero o tiro pra correr
Ainda não. Ainda não!

Seu suspiro me tira a concentração.

Não é por aqui
Não é por ali
Corro em linha reta
Por um corredor sem janela
Corro na hora certa
No espaço da sua respiração

A pedra não me pode escapar

Quando você vê que a ilusão era uma máscara
Quando você tem o que te enganou
Não é preciso dizer mais nada
O mundo é seu e o passo não vai parar
E fica pra trás o que não quer explicação

Mas esse lugar, esse ponto da estrada
Tem que ter um mapa
A mente mente
Faz parte da arte
O artista não pode se enganar
Ele fabrica a realidade
Pra poder passar
E nada mais

Eunãopossoparar
Não posso me enganar
Não mais.

Achei um ponto no grão de terra nesse desenho da estrada
Onde a criação não pode fazer nada
Pois é onde é criada
É realidade fabriacada
É parte de mim

Ela brinca viciada
Numa mente brilhante
e ofensiva
ostensivo
ostensiva
É ela que segura o mundo
É! é É! é É!!!!
Este ponto segura o mundo
Onde eu sinto tudo
Fecho os olhos e sinto
Abro e vejo
Mergulho e nado
Sem medo
Sem mal-grado
Sem desejo que pode me enganar

Me dá sua mão
Te deixo aqui

Encontrei um lugar pra você
Agora me vou de mim
Eu sou pedra
Eu sou ilusão
Eu sou essa estrada
Eu sou o lugar
Eu sou o mapa.

Tatuo ele em mim.



Pegadas

Folhas em branco não deixam pegadas
E nem pegam em mim

Os sinais na estrada
Me levam até aqui
O que s o u l
Sim!

Ô idéia mal amada que sou
Ô conversa sem fim
Transformo em palavras
O sumo da realidade
O que s o u l?
Sim!

Que seja o que sei
E me exista o que sonhei
Enquanto me exercito que acabe a arte
E quando artistíco que eu faça parte
E voue, voue, voue
Ao infinito
Força para não cair
E contemplar de cima
A graça de existir
E te beijar.

Impulso sem controle

A vida era doce
Agora é áspera
Vermes rastejam pelo chão da minha casa
E tenho que me engatinhar.

A pedra eu sei onde está
Mas não está aqui
E ela não existe sem mim...
Os segredos que eu sei,
Sem ela eu não sei contar.

Queria voltar a acreditar
Que ainda posso confiar nas pessoas
Mas aqui onde vim parar
O ar poeirento me amaldiçoa
E eu vivo como um idiota
Porque não soube me controlar

Ahhhh!!! Pedra sagrada
Amaldiçoada!!!
Pra chegar até aqui atravessei montanhas e charadas
E eu babaca
Te deixei enterrada na estrada...

Sei onde você está
Estou voltando para te pegar
E ninguém vai te roubar de mim
Porque eu já sou seu.

Viagem

Mal enxergo a folha de papel
E o ônibus chaqualha bastante
Saí atrasado de casa
E só tive tempo de conversar tudo o que quis
Corri como um louco pra comprar a passagem
E depois de pegar a bagagem
O meu lugar:
o 13
Sento suado e cansado
Boca seca e garganta zuada
Coloco o fone e abro a janela
Toca Bach
Suo frio

Mas relaxo... estou no meu lugar
E viajo.......... mais que a própria viagem

Quando toca Bob Marley
Uma placa do lado se escreve eterna
E vou passando as cidades
Ficando pra trás o que sempre ficou

A cada curva a música deixa minha vida mais linda
E os nervos a flor da pele
Pessoas passam, vêm e vão
E sinto que não levo a vida pro cemitério
Depois de levá-la tão á sério.

Dou risada na cara da morte
Pois morro a cada segundo
Em casa, no trabalho, no supermercado

Não me importo se escrevo tudo errado
Eu escrevo e sempre vou escrever
Tudo o que vejo e o que não consigo ver

Uma mina gostosa deita de costas pra mim
Revelando seus deliciosos peitos
E eu não resisto
Beijo sua boca e
Beijo seus seios e beijo sua boca
E suas tetas

Esqueço que a morte vai me abraçar
Porque o Chico me lembra que a ciência
É um grande brinquedo pra disfarçar
Que o importante é um segredo aberto
Que quase ninguém consegue ver
Que cada segundo é eterno
Cada segundo é eterno

E eu vou viajando em cada luz que passa brilhando
A cada curva eu fecho um pouco os olhos
E da explosão dos carros logo a frente
Eu só consigo ver a luz
Só a luz..............
E me jogo de braços abertos aos céus
que só estão ali pra me segurar
E me levar pro inferno

Agora eu não morro mais
Soltei meu destino aos vermes
Que vão comer meus intestinos e cérebros
Misturados com cabelo

Não morro mais
Vou apagar a luz e dormir
E viajar pelas listras da estrada

Até chegar em casa...

Até chegar em casa...

Aprendi a rir da vida...
Eu não morro mais!!

Mapa

Eu não sabia onde estava
Mas estava lá
Me esperava, me esperava
Era pra estar...

Havia uma pedra no meio do caminho

Armada com facas e dentes
Lava e saliva carentes
Para me pegar

Cães e fantasmas

Meus olhos distropiados
Ilusões e galhos me surravam
A pedra das ilusões
A tábua rasa, o tabu atrás de mim
Me caçava
Por todos os lados
Eu corro
Insetos me afagavam
Meu corpo era calo
Eu era uma árvore em fuga
Trombava, quebrava meus galhos
Me arranhava, me queimava
A mata fechada eu mais nada

Meu medo, meu desespero, minha vida
Meu contato mais sincero e dolorido
Minha pedra das ilusões
Minhas contradições
Meu elo perdido
Corriam em direção ao precipício
O grande apocalipse, o fim
O fim de todo sentido
O vácuo à queda livre...

Sóó

A pedra que eu escondi por mais um pouco
Agora louca atrás de mim
Me encurralava
Me prensando contra o nada

Com seus braços em garras
Seus pés descalços, exatos
Esgueirados pelas frestas macias no chão
Seus olhos claros
Seus mil anjos mimados
Em fiapos de rubi e esmeralda
Seu eterno, sua eteriedade
Sua lealdade aos traços esfumaçados
O mal, o saco, a solidão.

Não tem nada atrás de mim
Não há pedra, nem ilusão
Nem fumaça negra, nem perseguição
A floresta se esfumaceia enfim

O precipício é o início do fim
Eu já abri clareira na mata
Já saí da estrada
E isso é fim.

Me perdi de novo
Os braços finos e escuros
De tantos cobriam as estrelas
O sono que vem do vento
Me afagando no ar
A sinfonia constante que toca
Um som que me embala
Um sono de útero de mãe.

Cheguei às minas de salomão
Coquetel ou flor de plático:?
Remédio ou ilusão;?

Tudo estava lá a me esperar
Eu não sabia onde estava
Mas estava lá
Me esperando, me esperava
Eu mergulhando em mim
Eu delirando o fim
Sozinho

Tropeçando numa pedra
Uma ilusão

Motivo

Havia uma pedra no meio do caminho
Que me fez andar
E que tinha o sabor de ilusão
A grande doçura da vida
A grande dureza da pedra
Está feita a argila
A matéria-prima da construção
As duas ligas que faltavam
Que está entre você
E a página 12 de 13
Entre as lentes e seus olhos
Entre sua alma e o ar
Seu cérebro e a televisão
Um e zero
Tudo e nada
O colapso.

Dois gêmeos siameses
Brigando em constante rotação
As ondas do mar de Abraão.
Vai lá fora e vê o sol
Ou o que sobrou do céu.

Amor, relaxa.
Tá tudo bem.

Isso é o que sobrou depois de tudo
Isso é o que sobrou de mim
O que restou do que eu era
O que restou depois do fim.